• Sétimo bispo e segundo arcebispo – dom José Alberto Moura

      • Em: Montes Claros DestaqueMontes Claros NotíciasNotícias,   •  14/04/2011
      • Depois de 18 anos tendo dom Geraldo Majela de Castro como arcebispo metropolitano, a Arquidiocese de Montes Claros ganhou o seu segundo arcebispo e sétimo bispo diocesano em 07 de fevereiro de 2007, quando o santo padre, o papa Bento XVI, transferindo dom José Alberto Moura da Diocese de Uberlândia, nomeou-o líder desta Igreja particular.

        Sacerdote Religioso da Congregação dos Sagrados Estigmas de Nosso Senhor Jesus Cristo (CSS), dom Alberto nasceu em 23 de outubro de 1943, em Ituiutaba, Minas Gerais. Foi ordenado sacerdote em 09 de janeiro de 1971, em sua cidade natal. Fez sua profissão religiosa pela CSS em 09 de dezembro de 1964. Sua nomeação episcopal aconteceu em 18 de abril de 1990 e sua ordenação em 14 de julho do mesmo ano, em Ituiutaba. Em 14 de abril de 2007, tomou posse solenemente na Catedral Nossa Senhora Aparecida de MOC e desde então é o arcebispo metropolitano de Montes Claros.

        A Pessoa

        Dom José Alberto Moura nasceu em Ituiutaba, Minas Gerais, em 23 de outubro de 1943. Ele é filho de Paterno Moura e de Maria Marcelina de Jesus, e tem sete irmãos. Cursou a primeira e a terceira séries do primeiro grau no Grupo Escolar João Pinheiro e a segunda série na Escola Mascarenhas de Ituiutaba.

        O Seminarista

        Em 1955, dom Alberto ingressou no Seminário dos Padres Estigmatinos em Rio Claro, São Paulo, onde fez três anos de estudos, em continuação do primeiro grau. Terminou o mesmo no Seminário dos Estigmatinos em Ribeirão Preto, São Paulo, onde também cursou o segundo grau. Em 1966, fez o Noviciado na mesma Congregação Religiosa em Campinas, São Paulo. Aí também ele cursou Filosofia e Teologia, durante seis anos. Em 1964, fez os votos religiosos aos 09 de dezembro.

        O Sacerdote

        No dia 09 de janeiro de 1971, dom Alberto foi ordenado sacerdote, na Catedral de Ituiutaba, pelo então bispo-coadjutor de Uberlândia, dom Onofre Cândido Rosa. Como padre, ele trabalhou durante dois anos na Paróquia Nossa Senhora do Bom Conselho, no Alto da Mooca, em São Paulo. Em 1976, trabalhou na Paróquia Santa Cruz de Brasília, Distrito Federal (DF). Por cinco anos, o segundo arcebispo de Montes Claros foi promotor vocacional dos Padres Estigmatinos em todo o Brasil. Em 1981, foi pároco em Luziânia, Goiás.

        De 1982 a 1988, dom Alberto foi Superior Geral da Congregação dos Estigmatinos no mundo, residindo em Roma, Itália, por seis anos. Por dois anos, ele foi pároco da Paróquia Nossa Senhora da Abadia em Uberaba, onde também lecionou Psicologia Pastoral no Seminário Arquidiocesano e foi vigário judicial do Tribunal Eclesiástico de Uberaba, e juiz do Tribunal Eclesiástico de Belo Horizonte.

        O Professor

        Dom Alberto cursou também Pedagogia na Pontifícia Universidade Católica (PUC), de Campinas, especializando-se no magistério, na administração escolar e na supervisão escolar. Fez também licenciatura em Filosofia pela Universidade de Mogi das Cruzes. Especializou-se em Psicanálise Clínica em São Paulo, bem como em Distúrbios da Comunicação em uma Pós-Graduação em Psicologia Clínica na PUC. Fez Mestrado em Teologia Moral na Academia Afonsiana de Roma e Doutorado em Teologia na Universidade Santo Tomás de Aquino de Roma.

        Lecionou Introdução à Filosofia, História da Filosofia Antiga, Medieval, Moderna e Contemporânea, Teoria do Conhecimento, Lógica, Teodiceia e Cosmologia no Seminário Estigmatino de Campinas, onde também foi reitor. Ensinou também Fundamentos da Educação e Psicologia Educacional na PUC de Campinas, bem como Introdução à Psicologia e Psicologia Aplicada à Administração de Empresas na Universidade Católica de Brasília (DF).

        O Comunicador

        Dom José Alberto é também escritor. Ele escreveu os livros “O Espírito Santo No Carisma Do Padre Gaspar Bertoni” e “Filhos Da Luz Na Ação da Cidadania” (1996), bem como mais de 700 artigos (sem contar os quase 200 artigos produzidos como arcebispo metropolitano de MOC). Comprou a Rádio América de Uberlândia, em que fazia programa diário há mais de 11 anos. Em 1996, entrou para a Academia de Letras do Triângulo Mineiro, ocupando a cadeira de Jacy de Assis. Tem escrito semanalmente, há mais de 11 anos, artigos sobre assuntos religiosos e éticos, dentro da proposta humanista e cristã dos valores da dignidade e justiça humanas. Tem-se empenhado também para o diálogo ecumênico, juntamente com outros líderes religiosos.

        O Bispo

        Aos 14 de abril de 1990, ele foi nomeado bispo-coadjutor de Uberlândia. Foi sagrado aos 14 de julho do mesmo ano na sua terra natal. Desde 23 de dezembro de 1992, era bispo diocesano de Uberlândia, onde criou 20 paróquias e ordenou 40 padres, e 25 diáconos permanentes. Orientou a organização das pastorais da Saúde, com 700 agentes, da Criança, com 25 núcleos em Uberlândia, cinco em Araguari e 15 em Estrela do Sul, que trabalha principalmente com a ajuda de salvar a vida de crianças carentes e o desenvolvimento de sua saúde com alimento e medicina alternativos, Pastoral da Educação, do Ensino Religioso Escolar, Pastoral Carcerária, Pastoral dos Surdos, assistência a 45 Clubes de Mães, com promoção de cursos profissionalizantes a mais de duas mil mães e 300 adolescentes carentes, Pastoral da Comunicação, Pastoral do Ministério da Palavra, da Eucaristia e das Exéquias, com mais de 600 ministros, Comissão Diocesana de Justiça e Paz, criação de mais de 30 centros comunitários para a formação humana e cristã, colaborou com a promoção do voto cidadão juntamente com a Comissão de Justiça e Paz, dentre outras entidades.

        Dom Alberto fundou a Faculdade Católica de Uberlândia. Há 16 anos e meio, ele incentivava o jornal mensal “Vida Diocesana”, de Uberlândia. Dom Alberto integrou a Comissão Episcopal Pastoral (CEP) do Regional Leste II da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) por vários mandatos, foi encarregado de acompanhar o Ecumenismo, a Juventude, a Comissão Pastoral da Terra (CPT), os Ministérios e o Conselho Indigenista Missionário (Cimi) em nível regional e foi integrante e coordenador da promoção da Campanha para a Evangelização da CNBB.

        O segundo arcebispo metropolitano de Montes Claros e sétimo bispo diocesano integra a equipe do Ecumenismo e do Diálogo Inter-Religioso da CNBB desde maio de 2007. Foi o primeiro vice-presidente do Conselho Nacional das Igrejas Cristãs (Conic) até o começo de 2011. Seu lema de Episcopado é “Acreditei, Por Isso Falei”.

        Cargo

        No dia 07 de maio de 2007, dom José Alberto Moura foi eleito para presidir, nos próximos quatro anos, a Comissão Episcopal Pastoral (CEP) para o Ecumenismo e o Diálogo Interreligioso. Ele recebeu, no segundo escrutínio da eletiva 45ª Assembléia Geral (AG) da CNBB, duzentos e quatro votos dos 275 bispos votantes. Para se eleger, o candidato precisa da metade mais um dos votos válidos. Uma das funções da Comissão para o Ecumenismo é organizar o encontro anual de formação e atualização dos professores que lecionam Ecumenismo e Diálogo Interreligioso nos institutos, seminários e faculdades teológicas do Brasil.

        A Congregação dos Estigmatinos

        A Congregação dos Sagrados Estigmas de Nosso Senhor Jesus Cristo (CSS) foi fundada em 1816, por São Gaspar Bertoni, na cidade de Verona, no Norte da Itália. A Espiritualidade de padre Bertoni era de cunho inaciano e ele pregou inúmeros sermões que foram agrupados pelos padres estigmatinos. O carisma estigmatino se identifica pela espírito de comunhão de seus integrantes, como se fossem um só coração e uma só alma. Desempenham suas ações no campo missionário, inclinando-se ao serviço dos bispos nestas missões e à educação da juventude.

        Como arcebispo de Montes Claros

        Em quatro anos como pastor da Arquidiocese de Montes Claros, dom José Alberto Moura já tem muita história para contar, sobretudo através dos seus artigos semanais (que já passam de 200 escritos) publicados no http://www.arquimoc.org.br/, http://www.cnbbleste2.org.br/ e no http://www.cnbb.org.br/, e em outros periódicos norte-mineiros, como o “Jornal de Notícias”, “Gazeta Norte-Mineira” e “Clarão do Norte”. Este último é o informativo arquidiocesano, cujo nome é criação de dom José Alberto. O “Clarão do Norte” existe desde dezembro de 2007.

         

        Dom José foi o primeiro bispo diocesano de Montes Claros a visitar uma comunidade quilombola. Em 19 de janeiro de 2008, ele conheceu, viveu e celebrou com os remanescentes de quilombo do Brejo dos Crioulos de São João da Ponte, Verdelândia e Varzelândia. Em seus poucos mais de três anos de governo, dom José unificou o trabalho das Pastorais Sociais, aproximando-as fisicamente e espiritualmente. Ordenou padres, criou paróquias, deu pela primeira vez a oportunidade de pequenas cidades do Norte de Minas a ter assistência de um padre morando nos municípios, como Cristália e Glaucilândia.

        Incentivou a criação da Associação de Apoio, Proteção e Amparo à Criança (AAPAC) da Arquidiocese de Montes Claros, entidade da sociedade civil. Trabalha pela modernização e eficiência dos serviços hospitalares da Santa Casa. Participa constantemente do Dia Nacional da Juventude, das celebrações ecumênicas do Grito dos Excluídos, das Romarias das Águas e da Terra, dentre outros eventos. Trouxe, no Ano Centenário da Arquidiocese de Montes Claros, dois eventos de grande importância para Montes Claros e que movimentaram a economia popular solidária da região: o 3º Congresso Nacional da Comissão Pastoral da Terra (de 17 a 21 de maio de 2010) e o 6º Encontro das Comunidades Eclesiais de Base de Minas Gerais (de 22 a 25 de julho de 2010).

        Abertura

        Dom José motivou a consolidação da Escola de Formação de Fé e Política da Arquidiocese de Montes Claros. Dialogou com outros setores sociais e religiosos da cidade e da região. Avançou com os trabalhos da Pastoral Familiar, do Encontro de Casais com Cristo e da Pastoral da Criança. Reformou o estúdio da Associação Bom Pastoral/Comunidade Esdras/Rádio Educadora 670 AM e a Casa de Pastoral, no Bairro Santo Antônio.

        Fonte: Arquidiocese de Montes Claros


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