• Dom José Alberto comemora 4 anos como Arcebispo de Montes Claros

      • Em: Montes Claros DestaqueMontes Claros NotíciasNotícias,   •  13/04/2011
      • Nesta quinta-feira, 14 de abril, Dom José Alberto Moura completa quatro anos desde que tomou posse como 2º Arcebispo Metropolitano de Montes Claros. Para lembrar a data, ele presidirá Missa em Ação de Graças, às 18h30min, na Catedral Metropolitana Nossa Senhora, na Praça Pio XII, centro da cidade. O líder religioso confessa que, assim que o Papa Bento XVI transferiu-o da Diocese de Uberlândia para cá, procurou adaptar-se à realidade do Norte de Minas, “bem diferente de onde eu estava”. Mas “adaptei-me bem, graças a Deus”, emenda.

        Fiel a um estilo descontraído, que já virou marca de seu pastoreio, Dom José Alberto, de 67 anos, afirma que “o povo é muito bom (não só quando dorme!), acolhedor, fervoroso e alegre; e a organização pastoral também”. Mas reconhece que “os desafios têm sido grandes”. “O maior é o da formação das pessoas para assumirem a fé transformadora. As carências materiais e sociais, na cidade e no campo, são muitas.” Embora dramático, um contexto às vezes incapaz de sensibilizar a política. “Nem sempre a ação política consegue realmente unir forças para o serviço de inclusão social de modo abrangente”, lamenta. Daí a importância do espírito crítico que, entende o Arcebispo de Montes Claros, “deve se desenvolver muito para as pessoas simples poderem assumir melhor seu papel de agentes transformadores”.

        Outro gargalo para a evangelização regional, citado por Dom José Alberto, é o reduzido número de sacerdotes, pouco mais de 100, “que nem sempre permitiu o aprofundamento da consciência da fé, apesar da existência de um “trabalho de promoção vocacional, de há anos e que tem melhorado essa realidade”. Destaca, então, a essencial contribuição do laicato. “O papel dos leigos e leigas tem sido de mais protagonismo, dentro e fora da comundiade eclesial. Isso é muito necessário para mudarmos para melhor sua força transformadora”.

        CENTENÁRIO – Dom José Alberto pontua que “a celebração do centenário da criação desta nossa Diocese (agora Arquidiocese) foi vital para a revisão da caminhada como Igreja, reforçando a consciência de comunhão, do discipulado e da missão no seguimento a Jesus”. Explica que a 2ª Assembleia Arquidiocesana de Pastoral, realizada de 25 a 27 de março de 2011, “é um marco histórico nessa perspectiva, pois se acentuou a necessidade de sermos bem unidos para melhor sermos luz”.

        Revela que, a partir da 2ª AAP, “a consciência missionária vai nos impulsionar  para servirmos melhor, com os critérios do Evangelho, a sociedade de hoje, com seus valores e desafios. Um deles é a grande pluralidade religiosa. Interessa-nos muito o diálogo, mas testemunhando convictamente nossa fé e formando melhor nossos membros para unirem melhor fé e vida”.

        Nos últimos quatro anos, salienta Dom José Alberto, “nossa Igreja tem caminhado com reforço de novos sacerdotes e diáconos permanentes, enquanto as paróquias, as comunidades, as pastorais e os movimentos eclesiais têm se unido mais para a evangelização”. Para melhor ilustrar o raciocínio, cita três exemplos: a Escola de Fé e Política, um auxílio relevante para “formarmos melhor nossa consciência cidadã”; a Associação de Apoio, Proteção e Amparo à Criança, “um grande guarda-chuva de inúmeras obras sociais de nossa Arquidiocese, atingindo todo o Estado de Minas Gerais”, e a Santa Casa de Misericórdia que, “apesar de todos os desafios conhecidos, é de relevância ímpar no serviço à saúde da população”. No que se refere à Santa Casa, ressalta que “deve ser sempre reconhecida, valorizada, amada e ajudada, pois nem sempre as forças políticas veem isso. O Governo do Estado a tem ajudado, inclusive assinando convênio para a construção do Hospital de Trauma, que logo deverá ser iniciado”, arremata.

        Dom José Alberto não esmorece diante dos infortúnios. “Vale a pena ser bispo para servir com alegria o povo de Deus. Desafios acontecem a toda hora. Mas Deus é providente e faz dar resultado o nosso esforço para servir”, conclui.

        QUEM É – Natural de Ituiutaba, no Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba, região oeste do estado, Dom Alberto nasceu no dia 23 de outubro de 1943. Pertence à Congregação dos Sagrados Estigmas de Nosso Senhor Jesus Cristo, de carisma missionário, onde fez a primeira profissão religiosa, no já longínquo 9 de dezembro de 1964, e há 40 anos foi ordenado padre. Tornou-se bispo em 1990 (nomeado em 18 de abril e sagrado em 14 de julho), a poucos meses de completar 47 anos, ainda no pontificado do Papa João Paulo II. Adotou como lema episcopal “Acreditei, por isso falei”. Nos primeiros dois anos exerceu a função de bispo coadjutor – com direito à sucessão automática – de Dom Frei Estevão Cardoso Avelar na Diocese de Uberlândia. Depois assumiu o governo pastoral até fevereiro de 2007, quando a Santa Sé, já sob a liderança do Papa Bento XVI, transferiu-o para a Arquidiocese de Montes Claros, na condição de sucessor de Dom Geraldo Majela de Castro, de 80 anos, hoje emérito.

        No dia 29 de junho de 2007, pouco mais de dois meses após sua posse, Dom José Alberto recebeu das mãos do Papa Bento XVI, em Roma, Itália, o Pálio, insígnia que o credencia como Arcebispo. Trata-se de colarinho confeccionado com lã de cordeiros ofertados por jovens romanas no Dia de Santa Inês, 21 de janeiro, e abençoado no Dia de São Pedro, 29 de junho. Ele está à frente da Província Eclesiástica de Montes Claros, que tem como sede metropolitana ou arquidiocese a Igreja Particular de Montes Claros e sufragâneas as dioceses de Januária, Janaúba e Paracatu.

        Fonte: Arquidiocese de Montes Claros


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