• Centenas de pessoas participam de procissão no Dia de Nossa Senhora Aparecida

      • Em: Montes Claros DestaqueMontes Claros Notícias,   •  13/10/2011
      • Nem mesmo a chuva fina observada em alguns pontos do trajeto impediu que cerca de 700 pessoas saíssem da Capela São José, na rua Germano Gonçalves, bairro São José, rumo à Catedral Metropolitana de Montes Claros, na tarde/noite de quarta-feira (12), para participar da Festa de Nossa Senhora Aparecida. A estimativa é da MCtrans, responsável pela segurança do evento no trânsito.

        Com a presença do Arcebispo Metropolitano Dom José Alberto Moura, do pároco, Padre Dorival Souza Barreto Júnior, do vigário paroquial, Padre José Honório de Andrade, e do diácono permanente Edmar Araújo, a Procissão Luminosa seguiu os andores do Senhor Bom Jesus, de São José e da padroeira do Brasil e do tradicional templo da Praça Pio XII, centro, onde houve Missa Solene para aproximadamente mil fiéis. “Que alegria celebrar a Festa de Nossa Senhora Aparecida com a Eucaristia, onde está o Filho que dela nasceu”, saudou o prelado quando entrou na igreja-mãe da Arquidiocese.

        Dom José Alberto iniciou a homilia num latim bem pronunciado, referente a trecho de antiga canção que, segundo ele, costumava-se entoar nos seminários. “Toda bela és Maria e a mancha original não existe em ti”, traduziu ao explicar que a “devoção a Maria” robustece a fé, vez que “imaculada e sem mancha tem o sentido de pureza, mas também remete a aspectos sobrenatural e moral”. Pontuou que “Deus sempre quis o bem da humanidade”, embora não tenha deixado o salvador, “a quem deu a missão de cuidar da Terra”, à mercê da fragilidade carnal. “Amando profundamente o humano, quis dar a opção de escolha. Tudo que se recebe de graça não tem efeito de conquista. Por isso, amando-nos, colocou sua parte. Mas o querer humano foi contra o querer de Deus. E o pecado entrou na história”, sublinhou numa alusão à quebra de confiança por parte dos primeiros pais, Adão e Eva.

        “O pecado é desviar-se do senhorio de Deus. Plenipotenciário (que detém todos os poderes), o ser humano, entretanto, não é Deus. Quem ama respeita a decisão do outro, coopera, dá tudo de si.” Daí que foi preciso que Deus chegasse por meio do “sim” de uma moça humilde, “cheia de graça, sem mancha original”, frisou para justificar que, afinal, “um Deus não podia surgir da deterioração humana”. “Jesus foi humano em tudo, menos no pecado.” Assim se expressou para reforçar o significado da Festa de Nossa Senhora Aparecida: “através de Maria, a maior degradação pôde ser superada por Jesus”. O prelado revelou que a mãe de Jesus “reforça nossa fé à medida que diz sim em vez de não”. “É preciso dizer sim a Deus. Somos criaturas e não Deus, se bem que elevados, por adoção, à condição de filhos de Deus, mas ainda sujeitos ao erro”, alertou.

        BÊNÇÃO – Por volta do meio-dia, Padre José Honório conduziu adoração e bênção do Santíssimo Sacramento na Catedral. Na oportunidade, o sacerdote convidou os cerca de 200 fiéis presentes a fazer retrospectiva da novena preparatória ocorrida de 3 a 11 de outubro. Em cada um dos dias houve reflexão de um sub-tema específico, retirado do tema central “Senhora Aparecida, reflexo do coração materno de Deus”.

        MASTRO – No dia anterior, terça-feira, o destaque ficou por conta do levantamento do mastro. Sob a orientação do pároco, Padre Dorival Souza Barreto, a bandeira saiu da casa de Osmarina Aparecida Souza Santos, passou na residência de Magna dos Santos Vargas, ambas na rua Carlos Pereira, centro, e chegou à área externa de entrada do templo da Praça Pio XII, onde a bandeira, já hasteada, ficou por algum tempo, até ser “roubada” e guardada para o próximo ano, como reza a tradição. No trajeto rumo à Catedral, sempre ao som de canções católicas populares, Padre Dorival Barreto fez orações para várias intenções, entre elas o bem-estar dos moradores do território da paróquia e das crianças brasileiras que comemoraram seu dia em 12 de outubro.

        CENTENÁRIOS – No período que antecedeu à Festa da Padroeira, a Catedral sediou, no dia 7, a comemoração do centenário de instalação da Diocese de Montes Claros e posse de Dom João Antônio Pimenta como 1º Bispo, e a abertura do centenário de nascimento de Dom José Alves Trindade, 5º na linha sucessória. Enquanto que, no dia 10, celebrou o aniversário de 14 anos de sua Dedicação, quando o altar e as paredes da igreja foram ungidas com o óleo do Crisma.

        ALIMENTOS – A exemplo de anos anteriores, houve arrecadação de alimentos não perecíveis – basicamente arroz, feijão, açúcar e café – que, posteriormente, serão doados ao Carmelo Maria Mãe da Igreja e Paulo VI, à Associação das Damas de Caridade (Lar das Velhinhas), à Casa da Terceira Idade Sant´Ana e ao Asilo São Vicente de Paulo, todos pertencentes à Igreja Católica. O pároco, Padre Dorival Souza Barreto Júnior, explica que a iniciativa é um gesto concreto de solidariedade cristã.

         Fonte: Catedral de Montes Claros


        Comentários

        Comentários

      Compartilhe